Três vereadores de Campo Grande alteraram suas posições durante a sessão da Câmara e apoiaram o Executivo na manutenção do tarifaço do IPTU, apesar de inicialmente se comprometerem com redução do imposto. Eles justificaram o apoio após a prefeitura alertar para um suposto prejuízo de quase R$ 800 milhões caso fosse suspensa a cobrança e a arrecadação fosse recalculada.
Um mês antes da votação final, os parlamentares Carlão (PSB), Dr. Jamal (MDB) e Leinha (Avante) afirmavam que seus votos seriam pela população e que não decepcionariam o povo. Na sessão desta terça-feira (10), no entanto, mudaram de discurso para endossar a decisão da prefeita Adriane Lopes (PP).
Após a decisão contrária à proposta de redução do IPTU, que chegava a até 400%, os três não se manifestaram nas redes sociais sobre o tema. Outros vereadores que votaram a favor da suspensão do reajuste, como Landmark (PT), Dr. Lívio (União Brasil), Fábio Rocha (União Brasil), Junior Coringa (MDB) e Neto Santos (Republicanos), ficaram ausentes na votação final.
O projeto que buscava devolver valores para os contribuintes, reimprimir boletos e corrigir cálculos foi vetado após o Executivo argumentar a impossibilidade de reduzir a arrecadação sem prejuízos financeiros significativos.