Cuba enfrentará apagões prolongados nesta terça-feira, com a previsão de que mais de 64% da ilha fique sem energia durante o pico de demanda. Essa situação é considerada um recorde, refletindo uma crise energética que se agrava desde 2024, exacerbada por sanções e a falta de petróleo.
Atualmente, seis das 16 unidades de produção de energia estão fora de operação, incluindo as maiores, o que limita a capacidade de geração. A União Elétrica estima que a capacidade de geração será de 1.134 megawatts, enquanto a demanda máxima pode atingir 3.100 megawatts, evidenciando um descompasso alarmante.
O governo cubano implementou medidas de emergência para lidar com a escassez, como a interrupção da venda de diesel e o racionamento da gasolina. As restrições afetam diretamente a economia, que já contraiu mais de 15% desde 2020, e têm sido um fator desencadeante de protestos recentes na ilha.
Embora o regime cubano atribua a crise às sanções americanas, a verdade é que a ilha produz apenas um terço de suas necessidades energéticas, o que torna a situação ainda mais crítica. Estima-se que seriam necessários entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões para recuperar o sistema elétrico cubano.