O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) anunciou na terça-feira um plano para recompor suas reservas após a liquidação do Banco Master, que exigiu desembolsos consideráveis. A medida inclui a antecipação de cinco anos de contribuições dos bancos associados, divididos em três parcelas mensais, além de mais aportes em 2027 e 2028, totalizando até sete anos de pagamentos adiantados.
As instituições financeiras também concordaram com o aumento extraordinário de 30% a 60% nas contribuições mensais ao fundo. Esse valor, que incide sobre instrumentos cobertos, deve ser aplicado por pelo menos cinco anos, mas ainda não há detalhamento das alíquotas específicas para cada modalidade.
Até agora, o FGC pagou cerca de 36 bilhões de reais para cobrir credores do Banco Master, com mais 40 bilhões previstos. Os recursos ainda não foram usados para o Will Bank, outro banco do grupo liquidado posteriormente, que demandaria cerca de 6,3 bilhões em garantias.
A governança do fundo está sendo discutida para evitar novos rombos, incluindo fiscalização mais rigorosa dos balanços dos bancos e restrições à alavancagem e concentração de produtos financeiros em poucas plataformas.
