Morte em piscina destaca riscos da má manutenção e do calor em MS

A morte de uma jovem por intoxicação em piscina gera alerta sobre riscos em locais coletivos. [...]
Piscina, Ilustrativa — Foto: Piscina, Ilustrativa (Madu Livramento, Jornal Midia

A morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, por intoxicação em uma piscina de academia em São Paulo, levantou preocupações entre os frequentadores de piscinas coletivas. A demanda por essas instalações cresce no verão, mas muitos clientes, em busca de economia, colocam a saúde em risco ao optarem por misturas químicas inadequadas e produtos insuficientes para garantir a segurança dos usuários.

O trágico incidente ocorreu durante uma aula de natação, onde alunos sentiram um forte cheiro químico, resultando em queimação nos olhos, nariz e pulmões, além de vômitos. Juliana não sobreviveu após buscar atendimento médico, enquanto outros quatro alunos foram internados. Profissionais de Campo Grande alertam para a importância de contratar especialistas para a manutenção das piscinas, enfatizando que piscinas de uso coletivo exigem um químico responsável.

Embora piscinas residenciais possam dispensar um químico, a presença de um piscineiro é fundamental para garantir o equilíbrio dos parâmetros da água, como pH e cloro. O custo médio mensal para tratamento de água varia, sendo cerca de R$ 300 para residenciais, enquanto piscinas coletivas demandam um investimento maior devido à frequência de uso e à necessidade de visitas quase diárias de profissionais.

Os especialistas apontam que cortes de gastos em manutenção são comuns, colocando a saúde dos usuários em risco. Muitos optam por produtos mais baratos e ineficazes, que não garantem um tratamento adequado. Profissionais de qualidade se recusam a utilizar produtos que não são seguros, priorizando a saúde dos nadadores e a eficácia do tratamento da água.

Leia mais

Rolar para cima