O ministro Alexandre de Moraes determinou que o Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, se manifeste sobre os requisitos para que o general Mário Fernandes receba visita íntima na prisão. O militar está preso preventivamente desde novembro de 2024 e foi condenado, em dezembro do ano passado, a 26 anos e 6 meses por participação em plano golpista que buscava eliminar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes.
Na decisão, o ministro solicitou que o CMP informe se o general atende às condições estabelecidas para visitar íntima. Após receber a resposta, a Procuradoria-Geral da República terá cinco dias para se pronunciar sobre o pleito. A acusação contra Fernandes se baseou em um documento intitulado 'Punhal Verde e Amarelo', encontrado pela Polícia Federal durante investigações.
O general integra o Núcleo 2 da trama, que se desenrolou no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes ainda não definiu se autorizará ou não o benefício, mantendo a análise em curso. A condenação reforça o contexto de investigações que envolvem atos contra a democracia.
O caso segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal, com Moraes conduzindo o processo. A visita íntima depende de avaliação que observe as normas penais e a segurança do sistema prisional.