A França lançou o maior exercício militar desde a Guerra Fria no fim de semana. O exercício, chamado Orion 26, deve mobilizar cerca de 12,5 mil soldados em um treinamento que deve durar três meses. O objetivo é testar a capacidade de resposta das Forças Armadas francesas e de parceiros internacionais em ambientes complexos e de múltiplos domínios.
O exercício ocorre em meio ao agravamento do ambiente de segurança na Europa e tem como pano de fundo a ameaça representada pela Rússia. De acordo com o Ministério das Forças Armadas da França, o exercício envolve 25 navios, incluindo o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, cerca de 140 aeronaves, mais de mil drones e forças de 24 países aliados.
A primeira fase do exercício inclui desembarques anfíbios e operações aéreas no oeste da França, com simulações de contra-ataques, travessia de rios e emprego de fogo real. A partir de abril, o treinamento passará a operar sob comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com o objetivo de avaliar a operação entre exércitos europeus e aliados.
O exercício também busca testar cadeias logísticas, sistemas de comando e controle e a capacidade da França de liderar uma coalizão multinacional em um eventual conflito de grande escala.