O regime islâmico do Irã deixou em aberto a possibilidade de diluir seu estoque de urânio enriquecido a 60% caso todas as sanções impostas contra o país sejam suspensas. O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, afirmou que a diluição do material depende da retirada de todas as sanções, sem esclarecer se isso se refere apenas às sanções americanas ou também às internacionais.
A proposta de diluição foi mencionada em negociações indiretas entre o chanceler Abbas Araghchi e o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Embora tenha havido um acordo para a continuidade do diálogo, Teerã reconheceu que a desconfiança entre as partes continua elevada.
Antes da guerra de junho do ano passado, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o Irã possuía mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido. Desde os ataques a centros nucleares do país, a localização desse material tornou-se incerta, e a AIEA registrou sua última localização poucos dias antes do início dos bombardeios.
Autoridades da AIEA afirmam que os ataques causaram danos significativos à capacidade de enriquecimento do Irã, mas destacam que Teerã poderia retomar o processo em poucos meses. Atualmente, o Irã é o único país signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear que realiza enriquecimento de urânio a 60%.