O presidente Lula fez uma declaração em tom de brincadeira, afirmando que se Donald Trump conhecesse a 'sanguinidade' do cangaceiro Lampião, não o provocaria. Durante um discurso combativo no Instituto Butantan, em São Paulo, Lula afirmou não querer briga com Trump, mencionando que poderia sair vitorioso em um conflito.
Ele criticou a ostentação militar de Trump, questionando a necessidade de rivalizar com a exibição de poderio bélico. O petista também fez referência ao 'tarifaço' imposto pelo governo americano aos produtos brasileiros, que atualmente enfrenta tarifas de exportação de 10%, após um recuo das taxas adicionais.
Lula abandonou recentemente um tom mais moderado em seus discursos, decretando o fim da fase 'Lulinha paz e amor'. Essa mudança na retórica coincide com a menção a Lampião, que é visto por setores da esquerda como um símbolo de luta por justiça social e defesa de minorias.
Entretanto, a figura de Lampião é controversa, já que alguns historiadores o consideram um criminoso que pilhava a renda de famílias pobres, e não um defensor dos oprimidos. Essa dualidade na percepção de Lampião reflete a complexa relação entre a imagem do cangaceiro e a luta social no Brasil.