André Ventura, representante da direita, repetiu sua vitória fora de Portugal na eleição presidencial, mesmo tendo perdido no resultado geral. No Brasil, ele conquistou 4.269 votos, equivalentes a 58,73%, enquanto seu oponente socialista, António Seguro, recebeu 3.000 votos, ou 41,27%. Dos mais de 300 mil portugueses e brasileiros com dupla cidadania inscritos para votar, apenas 7.308 compareceram às urnas, já que o voto não é obrigatório em Portugal.
O segundo turno da eleição teve uma participação ainda menor, com cerca de duas mil pessoas a menos do que no primeiro turno, onde pouco mais de cinco mil eleitores votaram. No Brasil, onde há dez centros de votação, São Paulo teve o maior número de eleitores, e Ventura também venceu lá, com 58,58% dos votos contra 41,42% de Seguro.
Além do Brasil, Ventura também obteve vantagem no segundo turno entre os eleitores portugueses no exterior, com 51,88% dos votos, enquanto Seguro recebeu 48,12%. Apesar dessa vitória fora do país, António Seguro foi eleito presidente de Portugal com 66,7% dos votos válidos, totalizando quase 3,5 milhões de votos, o que representa um recorde histórico em números absolutos.
A abstenção foi uma característica marcante do processo eleitoral, com 49,89% dos eleitores em Portugal não comparecendo às urnas. A nova votação fora do país teve um leve aumento na participação, mas apenas 4,74% dos eleitores aptos votaram.