Vitória de António José Seguro marca mudança na política portuguesa

A eleição de Seguro representa um retorno da esquerda ao poder após 20 anos. [...]
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A vitória de António José Seguro nas eleições presidenciais de Portugal representa um marco histórico, sendo a primeira vez em 40 anos que o pleito precisou ser decidido em segundo turno. Após duas décadas de governos de direita, Portugal tem agora um presidente oriundo da esquerda.

José Manuel Diogo, especialista em relações luso-brasileiras, destaca que esta é a primeira vez em 20 anos que um presidente de esquerda assume a liderança do país. Seguro, conhecido como “Tosé”, é descrito como um político institucionalista que representa a tradição política portuguesa, conforme a análise de Diogo, seu conhecedor desde os tempos da Universidade de Coimbra.

Um aspecto significativo desta eleição foi a fragmentação da direita portuguesa, que ocorreu 20 anos após a fragmentação da esquerda. André Ventura, candidato do partido de direita Chega, foi derrotado por Seguro com cerca de 70% dos votos. Apesar da derrota, o Chega se consolidou como uma força política relevante, aumentando seu número de deputados na Assembleia da República.

Diogo também aponta uma contradição importante na sociedade portuguesa, que, embora precise do trabalho dos imigrantes para sustentar a economia, vê crescer um discurso anti-imigração. A vitória de Seguro se dá em um momento de turbulência política, com três eleições realizadas no último ano e um cenário europeu de múltiplos pleitos à vista.

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