O senador Carlos Viana criticou o Supremo Tribunal Federal por conceder o direito ao silêncio aos depoentes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes bilionárias nos pagamentos de aposentados e pensionistas. Ele argumentou que essa prerrogativa não deve ser usada para obstruir investigações, especialmente em casos que afetam aposentados, órfãos e viúvas.
Viana mencionou o empresário Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti, que está preso por suspeita de envolvimento no esquema de fraudar o INSS. O senador afirmou que Camisotti deve depor na CPMI, inclusive com a possibilidade de condução coercitiva, caso haja recusa injustificada.
A audiência com o deputado estadual Edson Cunha de Araújo, presidente licenciado da Federação das Colônias de Pescadores do Maranhão, também está confirmada. A defesa do parlamentar não apresentou provas para justificar ausência alegada por motivos de saúde.
A CPMI foi criada após a revelação de um esquema de descontos indevidos entre 2019 e 2024, que causou prejuízo estimado de 6,3 bilhões aos beneficiários. Investigadores identificaram três níveis de envolvimento: operadores financeiros, servidores públicos corruptos e políticos que indicavam e protegiam os responsáveis.