A Justiça iraniana condenou a ativista Narges Mohammadi a sete anos e seis meses de prisão. A decisão foi anunciada pelo advogado de Mohammadi, que teve contato com a ativista após um período de isolamento.
Mohammadi, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 por sua luta pelos direitos das mulheres no Irã, foi presa em dezembro de 2025 durante uma cerimônia em homenagem a um advogado de direitos humanos. Ela enfrentou acusações de conluio contra a segurança nacional e atividade de propaganda contra o regime.
A ativista já cumpriu mais de 13 anos de pena por acusações semelhantes e ganhou notoriedade ao apoiar protestos após a morte de Mahsa Amini em 2022. Recentemente, ela recebeu licença médica temporária devido a problemas de saúde, mas acabou sendo levada de volta à prisão, o que gerou manifestações de apoio internacional.
A Fundação Narges alertou que a detenção de Mohammadi sob condições severas representa uma forma de tortura e repressão a defensores dos direitos humanos, especialmente em um momento crítico para sua saúde física.