Israel amplia controle na Cisjordânia e liberaliza aquisição de terras por colonos

Nova série de medidas restringe ainda mais autonomia palestina e favorece expansão de assentamentos judeus no território ocupado [...]
Foto: Membros de uma comunidade beduína palestina deixam local após violência de

O governo israelense aprovou um conjunto de ações que reduz barreiras à compra de propriedades por colonos judeus na Cisjordânia, onde grande parte do território permanece sob administração militar enquanto os palestinos têm autonomia limitada em áreas geridas pela Autoridade Palestina (AP). As mudanças também permitem que as autoridades israelenses passem a gerir locais de relevância religiosa e aumentem fiscalização em regiões palestinas sobre riscos ambientais, crimes ligados à água e danos a sítios arqueológicos.

As decisões revogam regras vigentes há décadas que impediam cidadãos judeus de adquirir terras na região, conforme anunciado pelo ministro das Finanças e pelo ministro da Defesa. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou as medidas como perigosas, ilegais e equivalentes a uma anexação de facto, enquanto o governo israelense não se pronunciou imediatamente sobre os fatos.

As novas políticas serão discutidas em breve com o governo dos EUA, em reunião entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Donald Trump. A Cisjordânia é alvo de disputas históricas, com Netanyahu defendendo que a criação de um Estado palestino representaria ameaça à segurança israelense e sua coalizão pressionando pela anexação do território conquistado em 1967.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já havia determinado, em parecer jurídico não vinculante, que a ocupação israelense e os assentamentos na região são ilegais e devem ser encerrados o quanto antes. Israel mantém sua posição contrária e não reconhece a ilegalidade alegada.

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