Sanae Takaichi venceu com ampla margem a votação geral antecipada no Japão, promovida por ela mesma meses após assumir o cargo. A primeira-ministra conservadora obteve 316 assentos na Câmara Baixa, batendo o recorde de supermaioria (310 cadeiras), o que permite ao governo aprovar reformas sem depender da oposição.
A coalizão liderada por Takaichi, composta pelo Partido Liberal Democrata e pelo Nippon Ishin, supera desgastes pregressos, como escândalos de financiamento e críticas econômicas. O resultado marca a maior força do PLD em anos e evidencia a capacidade da premiê de reverter impopularidade e garantir estabilidade política ao convocar eleições antes do prazo.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni comemorou a vitória nas redes sociais e destacou a aliança estratégica entre os dois países. Já o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, expressou apoio à liderança de Takaichi e reafirmou a importância da parceria bilateral.
Takaichi mantém uma agenda inspirada na ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, com ênfase em redução de impostos e ampliação de subsídios para mitigar a alta do custo de vida. Críticas alertam para o risco de aumento da dívida pública do Japão, considerada a maior entre nações avançadas, ao mesmo tempo em que sua presença digital, com milhões de seguidores, redefine a política no país, mobilizando jovens e gerando um fenômeno cultural.