Cães treinados para reconhecer odores associados a doenças conseguiram identificar compostos orgânicos voláteis de hemangiossarcoma em sangue. O tumor, agressivo e diagnosticado tardiamente, muitas vezes só é percebido após um cão saudável apresentar colapso súbito.
Os animais foram capazes de diferenciar amostras de soro sanguíneo de cães com a doença, de outros com enfermidades não oncológicas e de saudáveis. Para isso, foram usados olfatômetros com feixes de laser infravermelho, que registram o tempo de análise e emitem sinal sonoro quando o odor é o correto, premiando-os com petisco.
O estudo sugere que o perfil olfativo do hemangiossarcoma pode ser detectado com precisão, embora o odor seja complexo. Essa técnica abre caminho para o uso de farejadores em exames anuais de triagem, facilitando diagnósticos precoce e explorando novas formas de tratamento em cães.
A detecção precoce do câncer agilizaria processos como a remoção do baço e início de quimioterapia mais cedo, melhorando as chances de sucesso.