O pastor evangélico Wilton Melo Acosta, presidente do Conselho Estadual de Pastores de Mato Grosso do Sul, foi condenado por improbidade administrativa por desviar recursos públicos da CredQuali (Instituição de Microcrédito e Qualificação Profissional e Social de Mato Grosso do Sul) para fins particulares e religiosos. A sentença foi publicada no último dia 3 de fevereiro pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.
Além de Wilton Acosta, também foram condenados o filho dele, Lucas Rael Alves Acosta, e o então diretor-geral do CredQuali, Rosinildo Aparecido de Oliveira. A decisão decorre de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual, que investigou a utilização indevida de bens e valores da entidade vinculada à Funtrab (Fundação Estadual do Trabalho).
A investigação apontou que Wilton Acosta, quando ocupava o cargo de diretor-presidente da Funtrab, assumiu o controle do CredQuali, organização social criada durante a gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB) para substituir o Banco do Povo. O juiz destacou que o CredQuali recebeu repasses do Governo do Estado que totalizaram R$ 11,1 milhões entre 1999 e 2016.
Um dos principais fatos analisados pelo juiz foi a compra de um veículo GM Astra, ano 2009, em nome de Lucas Rael Alves Acosta. o automóvel foi adquirido pelo valor de R$ 17,8 mil.