Entidade afirma que solicitação feita em 2025 não foi atendida e cobra abertura de negociação salarial em 2026.
O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Naviraí (SFPMN) voltou a solicitar a abertura de mesa de negociação com a Prefeitura para tratar da Revisão Geral Anual (RGA) e do reajuste do auxílio-alimentação dos servidores municipais. O novo pedido foi formalizado em janeiro de 2026, mas, segundo a entidade, não é a primeira tentativa de diálogo com o Executivo.
De acordo com o sindicato, uma solicitação semelhante já havia sido encaminhada em dezembro de 2025, por meio de ofício protocolado junto ao gabinete do prefeito Rodrigo Massuo Sacuno. Na ocasião, o documento pedia a abertura de negociação salarial para o ano corrente e a atualização do ticket-alimentação, com base nos mesmos fundamentos constitucionais e indicadores econômicos. No entanto, conforme a entidade, não houve resposta nem avanço nas tratativas.
O presidente do SFPMN, Audenir Martins Eugenio da Silva, afirma que a falta de retorno demonstra a dificuldade de diálogo entre a administração municipal e a representação dos servidores. Segundo ele, a entidade sindical não tem sido ouvida, o que acaba deixando os trabalhadores “em segundo plano” nas discussões sobre recomposição salarial e valorização profissional.
Tanto no ofício de 2025 quanto no de 2026, o sindicato cita o artigo 37, inciso X, da Constituição Federal, que garante aos servidores públicos a revisão geral anual da remuneração. Os documentos também apontam o índice acumulado do IPCA de 4,40%, o crescimento do PIB nacional em 2,4% e uma defasagem salarial acumulada de 7,48% nos últimos cinco anos, fatores que, segundo a entidade, justificam a abertura imediata de negociação.
Além do reajuste salarial, o SFPMN destaca a necessidade de atualização do auxílio-alimentação, com o objetivo de recompor o poder de compra dos servidores municipais diante da inflação. A expectativa do sindicato é que, desta vez, a Prefeitura agende uma audiência para tratar das demandas apresentadas e abra espaço para o diálogo institucional.