Uma mulher de 59 anos, residente no município de Eldorado, foi vítima de um estelionato conhecido popularmente como ‘golpe do falso médico’. O incidente, registrado nesta semana, resultou em um prejuízo financeiro de R$ 1.000,00 após a vítima acreditar que estava financiando um procedimento de urgência para um familiar internado.
A abordagem criminosa ocorreu por meio de uma ligação telefônica, na qual o golpista se identificou como um profissional de saúde da unidade onde o parente da vítima recebia atendimento. Utilizando táticas de engenharia social e urgência emocional, o criminoso convenceu a mulher de que o pagamento via Pix era necessário para a realização imediata de exames ou medicamentos não cobertos pelo sistema.
A dinâmica da fraude hospitalar
De acordo com o registro policial, a vítima só percebeu o erro após efetuar a transferência e entrar em contato direto com a administração do hospital. Ao ser informada de que a instituição não realiza cobranças por telefone e que nenhum médico havia solicitado valores adicionais, ela procurou a Delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência.
“Criminosos aproveitam o estado de vulnerabilidade emocional de familiares de pacientes internados para aplicar golpes rápidos, exigindo pagamentos instantâneos sob pressão de tempo.”
Como se proteger de abordagens semelhantes
Autoridades de segurança e gestores de saúde reforçam que hospitais públicos e convênios particulares possuem protocolos rígidos de cobrança e comunicação. Para evitar cair em armadilhas digitais e telefônicas, recomenda-se seguir algumas diretrizes básicas de segurança:
- Desconfie de urgências: Hospitais raramente solicitam pagamentos imediatos via Pix ou transferência por telefone.
- Confirme a identidade: Caso receba uma ligação, desligue e ligue diretamente para o número oficial do hospital fornecido na internação.
- Não compartilhe dados: Nunca informe dados bancários ou códigos de verificação em chamadas recebidas.
- Verifique o favorecido: Antes de confirmar qualquer Pix, confira se o nome do destinatário corresponde à instituição oficial e não a uma pessoa física.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil local, que busca identificar a titularidade da conta que recebeu o valor. O episódio serve como um alerta crítico para a população da região sobre a sofisticação das táticas de estelionato que exploram o sistema de saúde.
