Na OMC, a Venezuela acusou os EUA de fragmentar o comércio global e violar o direito internacional, citando a operação militar de 3 de janeiro. O pronunciamento ocorreu em meio a debates sobre a recusa dos EUA em nomear juízes para o Órgão de Apelação. A delegação alegou que a paralisia do órgão permite medidas unilaterais que comprometem a soberania das nações e se opõe a substituir regras por uso da força. A declaração segue após Delcy Rodríguez afirmar que basta de ordens de Washington, enquanto Trump apoia a permanência de Rodríguez e preterido Machado, e que apenas 266 dos 806 presos políticos foram libertados.
Delegação venezuelana na OMC acusou EUA de contribuir para a fragmentação do comércio global e do direito internacional, citando a operação militar de 3 de janeiro que capturou Maduro.
A delegação venezuelana na OMC acusou os Estados Unidos de contribuir para a fragmentação do comércio global e do direito internacional, citando a operação militar de 3 de janeiro que capturou o ditador Nicolás Maduro. O pronunciamento ocorreu na sessão mensal do Órgão de Solução de Controvérsias, em meio a um debate sobre a recusa dos EUA em nomear juízes para o Órgão de Apelação, última instância do sistema de disputas comerciais.
A delegação alegou que a paralisia do órgão permite medidas unilaterais que violam a lei internacional e comprometem a soberania das nações, e que a Venezuela se opõe a substituir um sistema baseado em regras por outro em que prevaleça o uso da força. A declaração segue dois dias após Delcy Rodríguez afirmar que basta de ordens de Washington, enquanto o presidente americano apoia a permanência de Rodríguez e preterido a María Corina Machado; além disso, Trump chamou a ditadora interina de “pessoa fantástica” e agradeceu ao regime por “libertar presos políticos em ritmo acelerado”, embora a ONG Foro Penal indique que apenas 266 dos 806 presos políticos foram libertados.