A comitiva do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e da Procuradoria‑Geral da República (PGR) analisou a vulnerabilidade da fronteira entre Brasil e Paraguai nesta segunda‑feira (26). O setor de inteligência do MPMS liderou a programação, com a presença do Procurador‑Geral da República, Paulo Gustavo Gonet, do Secretário‑Geral do Conselho Nacional do Ministério Público, Carlos Vinícius Alves Ribeiro, e do Procurador‑Geral de Justiça do MPMS, Romão Avila Milhan Junior.
A equipe recebeu apoio da Assessoria Militar (Asmil/MPMS), do Batalhão de Choque e da Força Tática do 4º Batalhão de Polícia Militar, que apresentaram a escalada da violência no conflito indígena, destacando os confrontos em Amambai e Antônio João. Em seguida, a comitiva embarcou em helicópteros da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo para sobrevoar Coronel Sapucaia, observando a porosidade da fronteira e os desafios logísticos de policiamento em área onde a divisão entre os países pode ser apenas uma rua.
Ao chegar em Coronel Sapucaia, foram recebidos por tropas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), e o debate abordou organizações criminosas transnacionais. A visita incluiu trajeto terrestre próximo à residência do conhecido “Barão de Escurra”, figura central no tráfico local.
Durante a reunião, o Procurador‑Geral da República discutiu a extinção do Programa Protetor, que coordenava operações nas fronteiras, e a transferência da unidade do Ministério Público Federal de Ponta Porã para Dourados, realizada em 2020. O PGR se comprometeu a encaminhar as demandas ao Ministro da Justiça.
