Um tribunal do Japão condenou Tetsuya Yamagami à prisão perpétua por assassinar o ex-primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, em 2022. Yamagami confessou o crime e alegou ter matado Abe por causa da ligação do político com a Igreja da Unificação, que ele responsabiliza pela falência de sua família após sua mãe fazer doações de grandes quantias de dinheiro.
Durante o julgamento, os promotores afirmaram que Yamagami merecia prisão perpétua por se tratar de um “ato grave”. Crimes com armas de fogo são incomuns no Japão, onde a regulamentação é considerada uma das mais rígidas do mundo. Yamagami utilizou uma espingarda caseira no atentado.
Ao pedir clemência, a defesa afirmou que ele foi vítima de “abuso religioso”. Yamagami foi preso em 8 de julho de 2022 após assassinar Abe durante um comício político na cidade de Nara.
Shinzo Abe foi o primeiro-ministro mais longevo do Japão, superando o recorde de seu tio-avô, Eisaku Sato, que governou o país de 1964 a 1972. Ele tentava retomar a carreira política após deixar o cargo em 2020, por motivos de saúde.