O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu que a Polícia Federal investigue o caso da fraude financeira do Banco Master. Ele declarou que as apurações da PF indicam que a corporação não está aparelhada. O ministro foi questionado sobre possíveis repercussões negativas para siglas da esquerda e integrantes do governo.
O caso está em análise no Supremo Tribunal Federal e tem o ministro Dias Toffoli como relator. O magistrado impôs sigilo à investigação, que mira em especial o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após investigações da Polícia Federal envolvendo emissões de títulos e suspeitas na gestão da instituição.
A operação policial investiga fraude de aproximadamente R$ 12 bilhões. O Fundo Garantidor de Créditos iniciou o pagamento do reembolso de clientes do Master. Ao todo, o fundo já recebeu mais de 360 mil pedidos de ressarcimento de garantias dos credores que compraram CDBs do banco.
O ministro Guilherme Boulos defendeu a atuação da Polícia Federal e as investigações com transparência e lisura da fraude financeira envolvendo o banco. Ele declarou que as investigações devem ser feitas sem precipitações, sem antecipações de culpa, mas com transparência e lisura.