O material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, ainda não chegou à Procuradoria-Geral da República para perícia. Um acordo firmado entre a Polícia Federal e a PGR definiu que celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos teriam os dados inicialmente extraídos nos estados onde foram apreendidos, para posterior análise em Brasília.
A operação cumpriu 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
Depois de concluída a etapa de extração nos estados, a análise técnica caberá à PGR, com apoio de peritos nomeados pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
O atraso ocorre em meio a um embate institucional entre a Polícia Federal e o Supremo sobre o destino do material apreendido, com a PF alegando que a retenção do material comprometeria a eficácia da investigação e poderia gerar prejuízos irreversíveis à produção de provas.