Portugal vai às urnas em uma eleição presidencial que pode marcar o fim de décadas de hegemonia dos partidos tradicionais. Pela primeira vez em 40 anos, o surgimento de novas forças conservadoras e a fragmentação política devem empurrar a disputa para um segundo turno.
André Ventura, líder da legenda de direita Chega, está em primeiro lugar nas pesquisas com cerca de 24% das intenções de voto. Ele é seguido pelo socialista José Seguro, com 23%.
A eleição deste domingo tem peso político real e pode entrar para a história como um ponto de virada na vida portuguesa. O presidente tem um papel mais simbólico, sem poder direto para governar, mas atua como um árbitro.
O Chega passou de um único deputado para uma bancada de 60 representantes nas últimas eleições legislativas e se consolidou como a segunda maior força política do país