O cenário global de grãos segue marcado por ampla oferta, impulsionada sobretudo pelo desempenho da América do Sul. A safra 2025/26 da região deve ser recorde, com o Brasil estimado em 178 milhões de toneladas. As exportações brasileiras também foram revisadas para cima, passando de 112,5 milhões de toneladas em dezembro para 114 milhões em janeiro.
A Argentina também apresenta um quadro positivo, com 35% das lavouras em condição boa e 65% em condição excelente. O Paraguai também caminha para uma safra robusta, reforçando a perspectiva de oferta elevada na América do Sul. A combinação de produções expressivas no Brasil, Argentina e Paraguai aponta para um volume recorde regional em 2025/26.
Diante desse cenário, a confirmação de safras cheias na América do Sul tende a reforçar a pressão negativa sobre os preços, mantendo o mercado atento ao desenvolvimento climático e à consolidação dos volumes produtivos ao longo das próximas semanas. O cenário para o milho aponta uma tendência de baixa das cotações no curto prazo, pressionadas pela safra robusta dos Estados Unidos.
A compra de fertilizantes avança em ritmo adequado em alguns estados brasileiros, mas em outros há atraso na aquisição, o que gera incerteza quanto ao plantio da próxima safra. O USDA elevou a produção dos Estados Unidos para 432,4 milhões de toneladas, ante as 425,5 milhões de toneladas do mês anterior.
