Justiça investigará São Paulo por lavagem de dinheiro e crime organizado

Investigação apura suposto esquema de desvio de verba no clube [...]
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A investigação que apura o suposto esquema de desvio de verba no São Paulo foi remetida à uma Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores. A Polícia Civil de São Paulo investiga a retirada de R$ 11 milhões em dinheiro vivo das contas do São Paulo por meio de 35 saques na boca do caixa. As movimentações foram consideradas atípicas pelos bancos em que o dinheiro estava depositado.

A investigação também analisa o depósito de R$ 1,5 milhão na conta do presidente Júlio Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025. O ingresso dos valores ocorreu por meio de 132 operações, também na boca do caixa, e a movimentação foi considerada atípica pelo fato de o montante movimentado não corresponder à remuneração mensal de Casares como presidente. Os representantes do presidente trabalham com um perito contador para demonstrar a origem lícita do montante.

A apuração chegou a terceirizadas que prestam serviço ao clube, como a Off Side, responsável pela logística em jogos de times da Série A, que é apontada como possível laranja no inquérito da Polícia Civil. A investigação mira diretores são-paulinos, como Carlos Belmonte e Rui Costa, que negam irregularidades. Paralelamente, a Polícia Civil se debruça sobre um esquema clandestino de comercialização de um camarote no MorumBis em noites de shows.

O Conselho Deliberativo do São Paulo se reúne para votar o impeachment de Júlio Casares, que pode ser afastado provisoriamente se a destituição for aprovada. Casares aguardará a decisão da Assembleia Geral, que vai aprovar ou rejeitar a decisão. O voto será realizado de maneira híbrida, contrariando o clube, que recorreu na Justiça para conseguir que o tema fosse pautado de maneira inteiramente presencial, mas teve o agravo de instrumento indeferido.

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