O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. por graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O Banco Master e a gestora de investimentos REAG atuavam em conjunto em um esquema de fraudes para inflar artificialmente seus balanços. As duas instituições já vinham sendo investigadas por outros problemas, incluindo suspeitas de que a REAG teria acobertado operações do crime organizado.
O mecanismo da fraude começava com investidores comuns aplicando dinheiro em CDBs do Banco Master. A instituição então emprestava esses recursos para empresas laranjas, que por sua vez investiam nos fundos da REAG. Esta última reavaliava artificialmente seus ativos, muitos deles considerados “podres”, aumentando significativamente seu valor declarado.
A REAG, então, pegava esse dinheiro que recebeu dessa empresa laranja e investia novamente no Master. Ou seja, o dinheiro voltava para a sua origem. Este ciclo permitia ao Banco Master melhorar artificialmente seu balanço, enquanto a REAG recebia comissões pelas operações fraudulentas. Os principais prejudicados no esquema foram os investidores que aplicaram recursos no Banco Master e os cotistas originais dos fundos da REAG.
O caso tem provocado manifestações intensas no meio político. Nunca o mundo político, nunca Brasília reagiu de maneira tão vocal como está sendo agora. Isso sugere que podem existir conexões ainda não reveladas pelas investigações em andamento.
