Um tribunal federal de Nova York condenou o narcotraficante Carlos Eduardo Orense Azócar à prisão perpétua. Ele é considerado culpado de conspiração para importar centenas de toneladas de cocaína para os EUA, em associação com militares de alta patente, policiais e funcionários do regime venezuelano.
Orense Azócar liderava uma organização criminosa que atuava no estado de Apure e em outras regiões fronteiriças da Venezuela, de onde coordenava o armazenamento e o envio de grandes carregamentos de drogas para fora do país. Ele usava fazendas e serrarias como centros de logística, onde escondia cocaína em tanques subterrâneos e em carregamentos de madeira.
A promotora Kaylan Lasky disse ao júri que Orense Azócar fazia parte de um sistema político corrupto que permitiu que seu negócio de drogas prosperasse. Ele atuava em rotas aéreas e marítimas que ligavam a Venezuela ao México, à República Dominicana e a outros destinos caribenhos, utilizando aviões com transponders fraudulentos e lanchas rápidas.
A sentença foi proferida pelo juiz Vernon S. Broderick, do Tribunal para o Distrito Sul de Nova York, após um julgamento de duas semanas, no qual a acusação apresentou provas da estreita relação de Orense Azócar com a estrutura estatal venezuelana.