O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que poderá atacar o Irã “muito duramente” caso as autoridades do país “comecem a matar pessoas” em meio aos protestos que assolam a nação do Oriente Médio. Os protestos eclodiram em várias cidades iranianas desde o fim do mês passado, impulsionados pela forte desvalorização do rial e por dificuldades econômicas persistentes. As autoridades iranianas reconheceram as manifestações e disseram estar dispostas a tratar das queixas econômicas, ao mesmo tempo em que alertaram contra violência, vandalismo e desordem.
Dezenas de pessoas, incluindo manifestantes e integrantes das forças de segurança, foram mortas desde o início dos protestos, segundo diversos relatos. Não há um número oficial de mortos, mas contagens feitas por organismos internacionais apontam ao menos 45 vítimas. Segundo organizações de direitos humanos, mais de 2.200 pessoas já foram detidas no Irã desde o início das manifestações.
O líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o governo “não irá recuar”. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as declarações do governo Trump sobre a recente agitação no país, classificando-as como “intervencionistas e enganosas”. Segundo o órgão, as falas refletem a hostilidade contínua dos Estados Unidos em relação ao povo iraniano.
Trump disse em entrevista a uma rádio conservadora que “eu os deixei cientes de que, se começarem a matar pessoas… nós vamos atacá-los muito duramente”. As manifestações continuam em várias cidades iranianas, com os manifestantes exigindo mudanças econômicas e políticas no país.
