O Comitê de Mães em Defesa da Verdade criticou o regime interino da Venezuela por ter anunciado que vários detidos seriam libertados, mas apenas 11 ganharam a liberdade. O comitê disse que nenhum dos familiares de integrantes do grupo havia sido libertado até a manhã da sexta-feira.
Diversos familiares estão nas imediações dos presídios e delegacias, sem qualquer indicação de que seus parentes serão libertados nas próximas horas. O grupo acrescentou que mais de 200 pessoas seguem presas exclusivamente por terem participado de protestos contra o então ditador Nicolás Maduro.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse que um número significativo de presos políticos seria libertado, mas apenas 11 pessoas foram liberadas, entre elas cinco cidadãos espanhóis e um italiano. Um boletim da ONG Foro Penal apontou que havia 806 presos políticos na Venezuela.
As famílias dos presos políticos continuam a esperar pela liberdade de seus entes queridos, enquanto o regime interino da Venezuela é criticado por não cumprir suas promessas.
