O Conselho Europeu, que reune chefes de Estado da União Europeia, ratificou o aval ao acordo de livre comércio com o Mercosul, durante reunião realizada em Bruxelas. O tratado, que estava em negociação há 26 anos, representa um importante marco para as relações comerciais entre os dois blocos econômicos.
O acordo deve trazer benefícios econômicos significativos para ambos os blocos. Segundo Roberto Uebel, apenas o setor agrícola brasileiro deve registrar um acréscimo de aproximadamente US$ 11 bilhões nos próximos anos, representando um impacto expressivo no PIB não apenas do Brasil, mas também dos demais países do Mercosul.
Um dos pontos centrais do tratado são os mecanismos de salvaguarda que protegem setores estratégicos, especialmente o agropecuário europeu. Além disso, a possibilidade de fiscalização das partes e adequação do acordo conforme eventuais mudanças no cenário econômico global permite que, caso algum setor específico se torne mais competitivo, seja possível implementar mecanismos de correção de rumos e adequação às novas realidades comerciais.
O acordo deve entrar em vigor em 2026, segundo a expectativa. É um acordo muito vantajoso para as duas partes, afirmou o especialista, ressaltando que os benefícios econômicos serão percebidos tanto pelos países do Mercosul quanto pelos europeus no médio e longo prazo, apesar das resistências iniciais de alguns setores, principalmente o agropecuário europeu.
