Irã é tomado por protestos e regime islâmico derruba internet

Protestos massivos ocorrem em Teerã e em diversas outras cidades do território iraniano [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

O regime islâmico do Irã decidiu derrubar a internet em todo o país após a intensificação dos protestos contra a ditadura dos aiatolás.
Os protestos incluíram slogans diretamente dirigidos ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, como “Morte ao ditador” e “Morte à República Islâmica”.
As mobilizações em curso começaram em dezembro como reação ao colapso econômico, à inflação e à desvalorização do rial – a moeda iraniana.

As manifestações noturnas foram registradas na capital e em centros urbanos como Isfahan, Arak e Kermanshah, com palavras de ordem como “É o ano do sangue, Khamenei será derrubado”.
Informações indicam que os protestos ganharam novo impulso após um chamado à mobilização nacional feito do exílio pelo príncipe Reza Pahlavi.
Segundo relatos, manifestações ocorreram em diversas cidades, enquanto greves se espalharam por todo o país, com fechamento de comércios em dezenas de municípios.

Relatos de testemunhas descrevem bairros inteiros de Teerã com moradores gritando palavras de ordem das sacadas e milhares de pessoas nas ruas.
Os protestos incluíram manifestações favoráveis ao retorno da monarquia.
Segundo uma organização de direitos humanos, ao menos 36 pessoas morreram desde o início dos protestos, sendo 34 manifestantes e dois membros das forças de segurança, enquanto mais de 2 mil pessoas foram presas em todo o país.

Forças de segurança intensificaram a repressão desde a intensificação dos protestos, realizando prisões em massa.
As mobilizações em curso evoluiu rapidamente para uma mobilização política que exige a derrubada do regime teocrático.
Um apagão nacional de conectividade afetou provedores centrais da infraestrutura iraniana em meio à escalada das manifestações.

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