O regime comunista da China mobilizou centenas de policiais armados e maquinário pesado para cercar a Igreja Cristã de Yayang, elevando o temor de demolição do templo. A operação ocorreu na segunda-feira, quando autoridades isolaram completamente a área ao redor da igreja. Moradores cristãos que vivem nas proximidades do templo foram retirados à força de suas casas.
A repressão em Wenzhou ocorre em paralelo a prisões de líderes cristãos protestantes em outras regiões da China. Ao menos nove líderes da Igreja protestante foram detidos nos últimos dias após batidas policiais em residências e no escritório da igreja. Cinco deles foram libertados, enquanto outros permanecem sob custódia.
A organização Human Rights Watch afirmou que a ação faz parte de uma intensificação da repressão do regime comunista contra igrejas protestantes consideradas “clandestinas” na China. Cerca de 100 membros da Igreja de Yayang foram presos entre dezembro de 2025 e este mês, e pelo menos duas dezenas seguem detidos.
O endurecimento está alinhado à política de “sinização da religião”, promovida pelo ditador Xi Jinping, que exige que práticas religiosas estejam subordinadas à ideologia do Partido Comunista. Organizações internacionais alertam que a eventual destruição da igreja violaria padrões internacionais de direitos humanos, incluindo a liberdade religiosa.
