A queda de uma árvore de grande porte no Parque Ibirapuera, que deixou três pessoas feridas, pode ter sido causada por um problema nas raízes provocado por um evento climático extremo. A árvore era monitorada regularmente e não apresentava sinais visíveis de risco antes da queda. Em 2023, ela passou por exames que avaliaram a base do tronco, a madeira e as raízes, sem indicar comprometimento estrutural ou instabilidade.
A hipótese técnica preliminar é de que o sistema radicular da árvore tenha sido afetado pelo ciclone extratropical que atingiu São Paulo em 10 de dezembro de 2025. A árvore chegou a apresentar uma florada intensa e considerada saudável em 2025, o que reforçava a avaliação de que estava em boas condições até então. Alterações provocadas pelo ciclone podem ter ocorrido de forma subterrânea, afetando as raízes sem gerar sinais externos perceptíveis.
O acidente deixou três pessoas feridas, incluindo uma mulher de 57 anos que sofreu traumatismo craniano e lesão no ombro. As outras duas vítimas tiveram ferimentos leves e receberam atendimento no local. A concessionária responsável pela gestão do parque informou que concluiu, em abril de 2024, um inventário completo das árvores do parque, com mais de 15 mil indivíduos catalogados.
A concessionária afirmou que já está prevista para 2026 uma nova rodada de avaliações de campo aprofundadas, que complementará e atualizará as informações do inventário, fortalecendo ainda mais os protocolos de prevenção, segurança e manejo arbóreo do parque.
