No Rio de Janeiro, 87,8% dos registros de divulgação não autorizada de intimidade sexual envolvem mulheres. Entre 2020 e 2024, as denúncias desse tipo de crime aumentaram 300%. O levantamento aponta ainda que 39,9% dos autores das violações são ex-companheiros das vítimas.
A jornalista Julie Yukari denunciou ter uma foto sua adulterada com o uso de inteligência artificial e republicada sem roupa nas redes sociais. A ocorrência é investigada pela polícia e veio à tona no primeiro dia de 2026. Julie relatou que as imagens originais eram fotografias comuns publicadas em seus perfis pessoais.
A produção e a divulgação de conteúdo erótico ou pornográfico por meio de manipulação digital, sem autorização, configuram crime, com pena que pode chegar a um ano de prisão. O projeto de lei 370/2024 prevê o aumento da punição, podendo triplicar a pena atual. Especialistas alertam que esse tipo de conteúdo é frequentemente utilizado como instrumento de humilhação, difamação e chantagem.
A preocupação com o uso indevido da inteligência artificial já mobiliza governos de diferentes países. Estados Unidos e Reino Unido manifestaram alerta em relação ao uso da plataforma Grok para a produção de conteúdos ilegais. O governo da França afirmou que a ferramenta viola a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, enquanto o Ministério de Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia exigiu uma revisão dos mecanismos de segurança.
