A operação norte-americana que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro inaugura uma fase de instabilidade profunda no sistema internacional. A ação norte-americana rompe a proibição do uso unilateral da força, um dos pilares centrais da ordem internacional do pós-1945.
A captura de Maduro não equivale automaticamente à reconstrução institucional da Venezuela. O mesmo é dito por especialistas, que reforçam que a política internacional é movida por interesses estratégicos, disputa de poder e influência.
A justificativa para a operação na Venezuela, baseada no combate ao narcotráfico, não encontra respaldo no Direito Internacional. O professor João Alfredo Lopes Nyegray afirma que a ação norte-americana cria um “precedente extremamente perigoso” por parte de Washington.
O cenário atual é de insegurança, já que o presidente dos Estados Unidos disse que irá administrar a Venezuela até que uma transição de governo seja concluída adequadamente. A vice de Maduro foi reconhecida como presidente interina, mas a oposição pede que outro candidato assuma a liderança do país.
