A diplomação da prefeita eleita de Coronel Sapucaia, Niágara Kraieviski (PP), prevista para os próximos dias pode não acontecer. Uma denúncia de suposta conduta parcial de servidoras da Justiça Eleitoral e manipulação no processo eleitoral deste ano está embasando o pedido de urgência para suspender o ato que oficializa o resultado nas urnas.
Niágara venceu com 42% dos votos válidos, superando Lino Luiz Keffler (PL), que obteve 7,69% dos votos; Aldacir Antonio da Silva Cardinal (PSDB), com 36%; e Najla Mariano, que ficou com 13% dos votos.
No entanto, notícia de fato eleitora que está tramitando na promotoria eleitoral da 19ª Zona Eleitoral de Ponta Porã, aponta uma série de irregularidades ocorrida na cidade, como transferências eleitorais de pessoas que não moram na cidade, cancelamento indevido de títulos eleitorais, favorecimento de eleitores ligados à prefeita eleita, entre outras situações.
O documento apresentado por Jaqueline Paetzold Soares traz uma série de casos suspeitos que estão sendo investigados a pedido do promotor eleitoral Magno Oliveira João. Dentre as situações no mínimo estranhas que foram encontradas durante a investigação de Jaqueline estão registros de endereços do pai da candidata eleita em títulos de eleitores de conhecidos.
Também há 30 alistamentos e 25 transferências para o mesmo endereço na rua Abílio Espíndola Sobrinho. “Quase todas as transferências e alistamentos usaram mesmo endereço. Mudavam apenas o bairro. Teve muitos com ruas que não existem no município”, revelou Jaqueline.
O caso segue em investigação e pode resultar em uma revisão eleitoral e auditoria no cartório eleitoral da cidade, podendo inclusive ter que fazer uma nova eleição no município. Outras denúncias envolvendo indígenas da cidade também deve ser apurada nos próximos dias.
A reportagem entrou em contato com a chapa vencedora e o vice-prefeito eleito, Carlos Magno Fernandes, o Carlão (União), não se pronunciou sobre o fato até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.