As garantias dadas pelo presidente Donald Trump de que os Estados Unidos controlarão provisoriamente a Venezuela reduzem o risco de conflito interno e derramamento de sangue na Venezuela após a queda do ditador Nicolás Maduro. A possibilidade de que uma luta entre milícias e facções das Forças Armadas pelo poder levaria o país a uma guerra civil vinha sendo usada como principal argumento de críticos a uma ação militar de Trump no país.
Os cenários mais graves foram traçados por membros do partido Democrata e analistas políticos americanos ligados a alas à esquerda.
O pesquisador em segurança pública Fabrício Rebelo afirma que é sempre muito difícil prever exatamente quais serão as consequências da derrubada de um regime, por mais ilegítimo que ele seja. Ele avalia que os exemplos históricos demonstram que os momentos subsequentes são propensos ao caos, com instabilidade social, ondas de saques e justiçamentos ancorados em um vácuo de poder.
O presidente Donald Trump disse que não sairá do país deixando-o no caos, mas que conduzirá uma transição adequada e segura. O presidente dos EUA ainda afirmou que assegurará que “o povo da Venezuela seja amparado; vamos garantir que as pessoas que foram forçadas a sair da Venezuela também sejam amparadas”.
Apesar das declarações de confiança feitas por Trump, existem dúvidas sobre a transição democrática completa na Venezuela.