O novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor nesta quinta-feira (1º), representando um reajuste de 6,79% sobre o piso anterior. Apesar de já estar valendo, o novo valor começará a ser depositado na conta dos trabalhadores apenas a partir de fevereiro, referente à folha de pagamento de janeiro.
O reajuste seguiu a política de valorização do salário mínimo, retomada em 2022. Pela regra, o reajuste anual deve se basear na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses até novembro (4,18%, no caso de 2025), mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores (3,4% em 2024).
Com esses dois índices, o piso deveria ser reajustado para cerca de R$ 1.636. No entanto, o cálculo precisou seguir uma lei de 2024, que limita o reajuste a 2,5% acima da inflação no período de 2025 a 2030.
O salário mínimo estipula os valores para aposentadorias, pensões e outros auxílios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O valor também influencia o pagamento da pensão alimentícia.