Um total de 85 fugitivos foram presos em uma operação coordenada pela Interpol entre junho e novembro em 17 países das Américas e da Europa. Eles eram alvo de notificações vermelhas da agência policial internacional. Os quatro supostos membros do Tren de Aragua foram presos na Espanha e na Colômbia.
A operação resultou em nove prisões no Chile, sendo quatro procurados pelo próprio país e cinco por outras nações. Em Portugal, um brasileiro supostamente ligado ao grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) foi capturado, o que levou ao desmantelamento de um corredor de tráfico de cocaína de São Paulo até a Europa.
Entre os presos, 19 eram procurados por assassinato, 29 por tráfico de drogas, 28 por crimes contra menores e 7 por estupro. Eles também foram acusados de tráfico humano, lavagem de dinheiro ou crimes relacionados a organizações criminosas.
A operação foi realizada como parte da iniciativa EL PACCTO 2.0 para estabelecer uma rede internacional permanente de investigadores fugitivos financiada pela União Europeia (UE). Os 17 países participantes organizaram reuniões em junho e novembro em El Salvador e Equador para identificar os fugitivos mais perigosos procurados por crimes violentos ou com ligações ao crime organizado transnacional.