Cerca de quatro em cada dez petroleiros que operam na Venezuela atuam fora da legalidade. A constatação é de uma ONG que monitorou 98 embarcações em novembro de 2025 que trabalham no escoamento do petróleo venezuelano. O levantamento revela um padrão contínuo de irregularidades nos portos de hidrocarbonetos do país.
Do total observado, 64 navios pertenciam a armadores internacionais. Outros 17 integravam a frota da estatal da Petrolífera Venezuelana. Mais 17 navegaram com os sistemas de rastreamento AIS desligados, prática usada para ocultar rotas e cargas.
O relatório relaciona esse cenário ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e o governo de Nicolás Maduro. Também aponta a intensificação de operações militares no Caribe. Esses fatores teriam reduzido a presença regular de petroleiros na costa venezuelana.
A ONG também chama atenção para o petroleiro Seahorse, sancionado pela União Europeia e pelo Reino Unido, que tentou se aproximar da Venezuela após sair de Matanzas, em Cuba, em 13 de novembro, mas não atracou no terminal José nem em outro porto oriental.