Leila Pereira, presidente do Palmeiras, tem todo o direito de defender que a Crefisa, sua empresa, seria grande independentemente da parceria com o clube que ela comanda. Em discurso recente no Conselho Deliberativo, ela enfatizou que a financeira já era bem-sucedida antes de 2015 e continua crescendo mesmo após o fim do patrocínio master, encerrado em 2024.
É compreensível que ela tenha dados internos para sustentar essa visão. A Crefisa, afinal, tem mais de 60 anos de história e um trajetória consolidada no mercado de crédito.
No entanto, especialistas em marketing esportivo apontam que a exposição no uniforme do Palmeiras deu à empresa uma projeção nacional inédita. O patrocínio foi um dos mais bem-sucedidos do futebol brasileiro recente: elevou a marca de 'conhecida em nicho' para 'famosa em todo o país', associada a vitórias e sucesso.
A parceria, que durou dez anos e injetou cerca de R$ 889 milhões, beneficiou ambos os lados. O Palmeiras ganhou recursos para títulos; a Crefisa, visibilidade massiva – com retorno publicitário estimado muitas vezes superior ao investido.
