Os ditadores da Rússia, Vladimir Putin, e da Venezuela, Nicolás Maduro, são parceiros de longa data. Na semana passada, ambos conversaram por telefone e o líder russo reafirmou “apoio” à ditadura chavista na “proteção dos interesses nacionais e da soberania” do país sul-americano “em meio às crescentes pressões externas”.
A Rússia promulgou a lei de ratificação do Tratado de Associação Estratégica entre Rússia e Venezuela, que inclui parcerias em segurança e “luta contra o terrorismo e o extremismo”.
No entanto, se Maduro espera que a Rússia venha ajudá-lo a se manter no poder, pode se preparar para uma grande decepção. Nos últimos dois anos, três aliados de Moscou aprenderam que não é possível confiar em Putin.
A Rússia gastou este ano 7,3% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, sendo que 5,1% corresponderam a despesas vinculadas diretamente à guerra na Ucrânia. A Rússia simplesmente não tem mais a capacidade ou o compromisso de manter de forma abrangente seus relacionamentos com seus aliados e representantes