O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul apresentou um balanço do desempenho do setor orizícola em 2025 e as expectativas para o próximo ciclo produtivo. O dirigente destacou que o ano foi marcado por forte pressão sobre os preços, dificuldades de acesso ao crédito e intervenções governamentais consideradas fundamentais para evitar um colapso mais profundo no mercado.
O mercado foi pressionado pela boa colheita em todo o Mercosul e pela entrada da Índia nas exportações, o que derrubou os preços internacionais e afetou também os Estados Unidos. A Federarroz buscou alternativas junto ao governo federal, articulando a liberação de recursos para contratos de opção, cerca de R$300 milhões, que permitiram a contratação de aproximadamente 110 mil toneladas.
A redução da área plantada é outro fator de alerta, com uma queda que pode se aproximar de 10%, levando a área para aproximadamente 880 mil hectares. A menor disponibilidade de crédito e a redução na fertilização também devem impactar a produtividade.
Apesar das adversidades, a Federarroz celebrou avanços importantes no segundo semestre, incluindo a antecipação de mais R$ 300 milhões previstos para 2026, destinados a aquisições e subvenções através de PEP/Pepro ainda neste ano voltadas a estimular o escoamento e melhorar a competitividade das exportações.