O Ministério do Interior da África do Sul divulgou que realizou uma operação em um centro dos Estados Unidos para refugiados brancos em Joanesburgo. Sete quenianos que trabalhavam no local foram presos e receberam ordens de deportação. Eles foram proibidos de entrar na África do Sul por um período de cinco anos.
O centro processa pedidos de sul-africanos brancos para obter status de refugiados nos Estados Unidos, como parte de um programa criado pelo presidente Donald Trump. O Ministério do Interior da África do Sul afirmou que o funcionamento do centro para refugiados “levanta sérias questões sobre intenções e protocolo diplomático”.
A gestão Trump alega que a África do Sul persegue brancos, o que é negado pelo governo sul-africano. Devido a essas alegações, Trump cortou a ajuda financeira à África do Sul e criou um programa de refúgio para acolher brancos sul-africanos. O governo dos EUA reagiu à operação, afirmando que “interferir em nossas operações com refugiados é inaceitável”.
O governo dos EUA está buscando “esclarecimentos imediatos do governo sul-africano e espera total cooperação e responsabilização”. Os quenianos que trabalhavam no local eram funcionários de uma empresa terceirizada sediada no Quênia, que foi contratada para fazer o processamento dos pedidos de refúgio de sul-africanos brancos.