O governo da Austrália anunciou revisão das leis de porte de armas após o atentado terrorista ocorrido no domingo (14) durante uma festividade judaica em Sydney, considerado o pior ato de violência em 30 anos no país. Dois homens armados, identificados como pai e filho, abriram fogo contra a multidão reunida na praia de Bondi, onde se celebrava o início do Hanukkah, matando ao menos 15 vítimas.
O primeiro‑ministro Anthony Albanese afirmou que ódio e violência não terão espaço no país e prometeu leis de controle de armas mais rigorosas na segunda‑feira (15). A proposta inclui a criação de um registro nacional de armas, estabelecimento de limite de armas por cidadão e definição da duração das licenças.
um dos atiradores possuía licença de porte há dez anos e tinha, no mínimo, seis armas registradas.
O tiroteio em Bondi foi o mais mortal na Austrália desde o massacre de Port Arthur em 1996 e o primeiro ataque mortal contra a comunidade judaica no país. O incidente ocorre em meio ao aumento do antissemitismo global após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.