Deputada Gleice Jane destaca a importância do debate sobre segurança nas escolas sul-mato-grossenses
Seminário da ALEMS discute a implantação de câmeras de vigilância nas salas de aula, abordando segurança e privacidade dos estudantes sul-mato-grossenses.
A Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (ALEMS) recebeu, na manhã de 5 de dezembro, representantes de escolas, especialistas em segurança pública e defensores de direitos digitais para debater a proposta de instalação de câmeras de vigilância nas salas de aula. O evento, coordenado pela deputada Gleice Jane, visou esclarecer dúvidas e apresentar argumentos tanto a favor quanto contra a medida, que tem ganhado atenção nacional.
Debate sobre privacidade e segurança
Durante o seminário, os defensores da iniciativa apontaram que a presença de câmeras pode reduzir episódios de violência, bullying e evasão escolar, oferecendo ao corpo docente um recurso adicional para monitorar comportamentos de risco. Por outro lado, especialistas em direitos digitais ressaltaram a necessidade de estabelecer protocolos claros para o armazenamento e o acesso às imagens, evitando abusos e garantindo a proteção da privacidade dos estudantes.
A deputada Gleice Jane enfatizou que a ALEMS tem o compromisso de promover discussões que impactam diretamente a população sul-mato-grossense. “Precisamos equilibrar a segurança dos nossos jovens com o respeito aos seus direitos fundamentais”, afirmou, destacando que a proposta ainda está em fase de avaliação e que a participação da comunidade será decisiva para a sua eventual implementação.
Ao final do encontro, foram coletadas sugestões para a criação de um marco regulatório que inclua a participação dos pais, a definição de limites de tempo para a retenção das gravações e a necessidade de auditorias independentes. A proposta será encaminhada ao Conselho de Educação do Estado para análise detalhada antes de qualquer decisão legislativa.
O seminário reforça o papel da ALEMS como fórum de debate público, demonstrando que questões complexas como a segurança escolar exigem diálogo aberto entre governo, sociedade civil e especialistas. O próximo passo será a realização de audiências públicas, previstas para o primeiro semestre de 2026, onde a população poderá contribuir diretamente para a formulação de políticas que equilibrem segurança e privacidade nas escolas.