Secretaria de Saúde reforça orientações sobre uso seguro e tratamento da obesidade.
A SES-MS alerta para os riscos do uso de canetas emagrecedoras irregulares, reforçando a importância do tratamento médico adequado para obesidade.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul reforçou as orientações sobre os riscos do uso de canetas emagrecedoras irregulares, que circulam principalmente na região de fronteira. A SES enfatiza que o tratamento da obesidade deve seguir diretrizes clínicas reconhecidas, pois o uso de produtos não regulamentados pode representar sérios riscos à saúde.
Versões manipuladas, importadas sem receita ou comercializadas em clínicas e redes sociais não passam por controle de qualidade, podendo conter impurezas, toxinas ou bactérias. A Coordenação de Vigilância Sanitária Estadual (Cvisa) ressalta que o uso desses produtos pode causar reações adversas, intoxicações e até morte.
Alexandre Tutes, farmacêutico da Vigilância Sanitária Estadual, alerta que canetas de medicamentos importados sem registro na Anvisa não têm garantia de eficácia e segurança. Ele reforça a importância de buscar orientação médica e evitar medicamentos de origem duvidosa, priorizando a prevenção da obesidade com informação, acompanhamento e hábitos saudáveis.
Obesidade e Saúde Pública
A obesidade é uma condição crônica prevalente, acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS) e relacionada a doenças como diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Dados do Ministério da Saúde mostram um aumento significativo da obesidade no Brasil.
Em Mato Grosso do Sul, dados do SISVAN indicam altos índices de sobrepeso e obesidade na população avaliada.
Em 2024, a SES publicou a Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade (LCSO), buscando processos mais eficazes e melhorias estruturais para pessoas com sobrepeso e obesidade. A LCSO está sendo implementada nos territórios, com ações articuladas entre os níveis de atenção e apoio técnico às equipes de saúde.
A SES reforça que o tratamento da obesidade deve ser acompanhado por profissionais habilitados e seguir diretrizes clínicas reconhecidas. Medicamentos não registrados, manipulados em larga escala ou adquiridos sem prescrição representam risco grave à saúde e são considerados ilegais pela Anvisa.
