Laudo confirma esquizofrenia de professor que matou pai durante surto psicótico

Laudo psiquiátrico conclui que professor que matou o pai em surto psicótico sofre de esquizofrenia paranoide, sendo considerado inimputável pela justiça. [...]

Documento aponta inimputabilidade do réu e recomenda internação psiquiátrica por no mínimo um ano.

Laudo psiquiátrico conclui que professor que matou o pai em surto psicótico sofre de esquizofrenia paranoide, sendo considerado inimputável pela justiça.

O laudo psiquiátrico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul concluiu que Sahu Abel Heyn, de 35 anos, acusado de matar o próprio pai, Hugo Abel Heyn, em junho de 2025, é portador de esquizofrenia paranoide e, por isso, é inimputável. Ele não tinha capacidade de entender o caráter ilícito do fato no momento do crime, devido a um surto psicótico.

O laudo, assinado pelo perito Rodrigo Ferreira Abdo, foi juntado aos autos na última semana e recomenda que o réu seja submetido a tratamento psiquiátrico em regime de internação por, no mínimo, um ano, por apresentar alto risco de violência e já demonstrar recusa a tratamentos anteriores.

Durante a perícia, Sahu afirmou acreditar que sofria abusos sexuais enquanto dormia e que a família estaria envolvida em uma conspiração. Ele descreveu dores físicas e episódios alucinatórios, relatando que vivia em um tipo de “reality show” e que tinha o celular “hackeado”.

O laudo aponta que ele apresenta sintomas psicóticos desde 2020, incluindo alucinações, delírios místicos e persecutórios, além de histórico de tentativas de suicídio, uso de drogas e abandono de tratamentos. O perito constatou “perda total das capacidades de entendimento e autodeterminação” na data do homicídio.

A avaliação apontou que Sahu é alienado mental, “com risco elevado de reincidência violenta caso não seja internado”. O perito recomenda tratamento psiquiátrico hospitalar, justificando que o quadro clínico tem relação direta com a motivação do crime, agravado pelo abandono do uso de antipsicóticos.

O caso segue na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que decidirá pela aplicação de medida de segurança, procedimento previsto para réus inimputáveis que cometeram crimes graves. O crime ocorreu em 26 de junho, na casa da família, após uma discussão.

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