Um novo exame de imagem, a ecocardiografia com Strain, permite prever o risco de complicações cardíacas em pacientes com Doença de Chagas.
Um estudo recente indica que um exame de imagem simples, a ecocardiografia com Strain, pode ser uma ferramenta valiosa para prever complicações cardíacas em pacientes com a forma crônica da Doença de Chagas. A técnica avalia a deformação do miocárdio durante a contração, fornecendo informações cruciais sobre a saúde do coração.
A pesquisa, liderada por cientistas da USP em Ribeirão Preto em parceria com a Duke University e Yale, destaca o índice global longitudinal strain (GLS) como um indicador sensível e independente para prever desfechos negativos na cardiomiopatia chagásica crônica. Essa condição, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, danifica progressivamente o tecido cardíaco, levando a inflamação, fibrose e insuficiência cardíaca.
Como funciona o exame
A técnica de Strain rastreia pontos de brilho na imagem cardíaca (speckle tracking) para medir o GLS. Isso permite identificar se o miocárdio está se deformando adequadamente durante a sístole (contração), revelando danos no tecido cardíaco antes que se tornem evidentes.
Um GLS mais comprometido (maior ou igual a -13,8%) foi associado a um pior prognóstico, com maior incidência de morte e complicações.